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Roubos de cargas aumentam 16% em 2014, segundo levantamento

SETCAMAR A FORÇA DO TRANSPORTADOR

Superintendente Geasi Oliveira de Souza
Por: Valério Zawadzki

04 de Maio de 2015

O roubo de cargas, no Brasil, cresceu 16% em um ano. As quadrilhas estão atacando também dentro das cidades. Em Ribeirão Preto, interior paulista, R$ 850 mil em produtos eletrônicos não chegaram onde deviam. Foram roubados na estrada. No interior de Sergipe, pneus, remédios, geladeiras e produtos agrícolas também ficaram pelo caminho. De Norte a Sul do país, quadrilhas especializadas em roubo de carga provocam um prejuízo de R$ 1 bilhão por ano.

Um levantamento feito pela Associação das Transportadoras mostra que, em todo o país, os roubos aumentaram 16% em 2014. Dos 17,5 mil casos registrados, 85% foram no Sudeste. Só no Rio de Janeiro, o aumento foi de 66%.

De acordo com o relatório, é dentro das cidades que acontece a maioria dos roubos.

O vídeo mostra um caminhoneiro sendo rendido. Ao chegar ao Rio de Janeiro pela Avenida Brasil, ele é obrigado a encostar em um local específico. Os assaltantes abrem o baú e começam a retirar a carga. O ajudante do motorista é forçado a descarregar. Em São Paulo, a região preferida pelos ladrões é a da 25 de março, no Centro.

Como o roubo de cargas dentro das cidades está aumentando muito, as transportadoras estão procurando adaptar os sistemas de monitoramento e de segurança que eles já têm nas estradas para as áreas urbanas. Uma transportadora, por exemplo, acompanha as entregas que estão sendo feitas na Vila Guilherme na Zona Norte de SP.

Do local, eles conseguem monitorar o trajeto do caminhão, o tempo de abertura da porta do baú, onde está a carga e, ainda, analisar os sinais que são emitidos pelos localizadores que eles instalam em vários pontos do veículo.

A transportadora registra um roubo de grande porte a cada dois meses. Por ano, a empresa gasta R$ 50 milhões com segurança. “Infelizmente, a gente acaba absorvendo muito desse prejuízo e alguma coisa a gente acaba transferindo para o consumidor também, para o nosso cliente”, conta Antonio Marim, gerente nacional de riscos da Braspress.

O assessor de segurança da Associação das Transportadoras de Carga, Paulo Roberto de Souza, diz que o policiamento é falho. “A resposta que os órgãos do estado têm nos dado é insuficiente para um problema que, cada vez mais, cresce. Inteligência policial, identificação de receptadores, identificação dessas quadrilhas e, aí sim, ação em força com força compatível para o enfrentamento dessas quadrilhas”, conclui Paulo Roberto de Souza.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que, em 2015, prendeu 25 envolvidos em roubos de carga. E que a Polícia Civil mapeia as áreas com mais ocorrências. Esses dados são compartilhados com as polícias e delegacias especializadas de todo o estado.

A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas do Rio, declarou que identificou quadrilhas e prendeu seis chefes. A delegacia afirma que a Operação Ronda Qualificada coíbe o crime em locais de maior incidência e coleta informações pros inquéritos em andamento.

A Polícia Militar do Rio declarou que os mais de 40 batalhões do estado atuam nas áreas com maior ocorrência de crimes.

Fonte: FETRANSPAR

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