Webmail

Notícias

Notícias

Notícias

Segurança do Trabalho

Segurança do Trabalho

Fale Conosco

Inscrições

Trabalhe Conosco

Trabalhe Conosco

Área Restrita

Área Restrita

Newsletter

Receba novidades, preenchendo seus dados nos campos abaixo:

Previsão do Tempo

Paraná segue com 45 pontos de bloqueio

SETCAMAR A FORÇA DO TRANSPORTADOR

Superintendente Geasi Oliveira de Souza
Por: Valério Zawadzki

27 de Fevereiro de 2015

O protesto dos caminhoneiros voltou nesta sexta-feira (27) a bloquear trechos de rodovias federais em várias cidades dos país, mesmo sob ameaça da Justiça de cobrar multas de até R$ 10 mil por hora para cada motorista. No Paraná, desde o início da manhã houve redução no número de trechos bloqueados de 56 para 49 pontos em 27 rodovias federais e estaduais. De acordo com informações da GloboNews, os caminhoneiros se reuniram na região de Cascavel, onde o movimento é mais forte, nesta manhã para discutir os rumos do movimento, diante da nova postura do governo federal. 

Nesta quinta (26), o governo endureceu o discurso contra os caminhoneiros em greve e começou a adotar procedimentos para cobrar entre R$ 5.000 e R$ 10 mil por hora dos que continuarem bloqueando estradas. Após reunião na quarta (25) em que foi anunciado um acordo com parte dos representantes do setor para o desbloqueio das vias, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse na quinta que os nomes dos motoristas multados por infração de trânsito nos bloqueios de estradas serão enviados aos juízes para viabilizar a cobrança das multas por descumprimento das ordens judiciais de desbloqueio.

As interdições ocorrem nas cidades de Peabiru, Campo Mourão, Guaíra, Arapongas, Irati, Ibema, Mamborê, Coronel Vivida, Paranavaí, Ortigueira, Toledo, Vitorino, Cornélio Procópio, Florestópolis, Goioerê, Francisco Beltrão, Ampere, Realeza, Astorga, Faxinal, Palmas, Marianópolis, Marmeleiro, Clevelândia, Chopinzinho, Dois Vizinhos, Santa Fé, Paiçandu, Umuarama, Arapongas, Cambé, Flórida, Pitanga, Jardim Alegre, Nova Prata do Iguaçu, Moreira Sales, Manoel Ribas, São João e Itapejara do Oeste.

Para tentar evitar as multas, os caminhoneiros estão liberando as vias e parando em pontos fora da estrada. Ao contrário de outros estados, a maioria dos pontos está com interdição parcial, onde os manifestantes liberam o tráfego dos carros pequenos, de cargas vivas e perecíveis e de emergências. 

Em Santa Catarina, manifestantes bloqueiam parcialmente desde quinta (26) ao menos 18 trechos de rodovias federais. As interdições ocorrem nas cidades de Maravilha, Cunha Porã, Campos Novos, Pouso Redondo, Papanduva, Palmitos, Joaçaba, Santa Cecília, Xanxerê, Guaraciaba, São José do Cedro, Maracajá, Guarajá do Sul, São Miguel do Oeste, Nova Erechim, Curitibanos, Capivari de Baixo e Xaxim.

Por volta da 0h, manifestantes bloquearam parcialmente, nos dois sentidos, a rodovia Fernão Dias (BR-381), na região de Mairiporã (Grande São Paulo). A interdição durou aproximadamente uma hora e provocou 3 km de lentidão no sentido Minas. Já no sentido São Paulo, a lentidão foi de menos de 1 km. Esta foi a primeira vez, desde que começou o protesto dos caminhoneiros há duas semanas, que os manifestantes interditaram a rodovia Fernão Dias no trecho de São Paulo. Na noite desta quinta, havia 88 interdições em estradas federais em seis Estados --na quarta, eram 81 na mesma quantidade de Estados.

Líderes da categoria em Santa Catarina, no Paraná, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Espírito Santo disseram discordar das medidas propostas e afirmaram que não se sentiram representados no encontro. "Não houve indicações estaduais por parte dos caminhoneiros, foi manipulação", diz Gilson Pedro Pelicioli, um dos líderes do movimento em Lucas do Rio Verde (MT).

Diante da negativa do governo em baixar o preço do combustível, o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí (RS), Carlos Litti, deixou a reunião em Brasília e recuou-se a assinar a ata. "Há um esforço do governo em resolver os problemas, mas o que impacta, de verdade, é o preço do diesel. Essa era a principal demanda, e ela não foi atendida", afirmou Litti.

Os caminhoneiros pedem redução no preço do diesel e do pedágio, tabelamento dos fretes e a sanção, por parte da presidente Dilma Rousseff, de mudanças na legislação que flexibilizam a jornada de trabalho.

SUPERMERCADOS

A Associação Paranaense de Supermercados (Apras) encaminhou nota informando que, ao contrário do que afirmam os caminhoneiros, a maior parte das cargas de alimentos está sendo retida. Essas cargas que encontram-se nos caminhões, devido a exposição climática, serão perdidas, segundo a Apras. Fábricas de alimentos estão reduzindo a produção por falta de insumo e por não poder distribuir os produtos aos supermercados e mercados. Em nota, a Apras pede ao Governo Federal e ao Governo Estadual medidas mais eficazes na negociação junto a classe dos caminhoneiros no Brasil e do Paraná.

Fonte: FETRANSPAR

Associados